8 de out de 2009

Ninguem me ouve na minha Igreja. O que eu faço?

Uma irmã que não conheço me mandou um email relatando alguns desgostos em relação a sua igreja, isso porque ela tem percebido que sua comunidade apresenta problemas, inclusive entre os lideres. Esses alem de não darem ouvidos a ela ainda passaram a deflagrar escândalos de ordem sexual. Ela reclama que fala na igreja, que adverte, que crê que Deus tem se utilizado dela para fazer Sua vontade conhecida, contudo essa irmã não tem sido ouvida, uma das razões por ela citada é a postura “tradicional” da igreja. Segue a resposta que dei a essa irmã.


Paz irmã.

Você já deve ter ouvido aquele pensamento que diz que o pior cego é aquele que não quer ver. Pois bem, se esse é o pior cego, não sei, mas é o tipo de cegueira mais comum nos nossos dias. É surpreendente quanta gente cega por opção existe, e esse exercício de escolha de não enxergar é particularmente comum entre os crentes, eles tendem a não querer enxergar o óbvio, o que todos são capazes de ver, aquilo que os não-crentes, os do “mundo” já observaram tempos atrás.

Bem minha querida, ai entra o trabalho do profeta, um aspecto muito importante encontrado no profeta e negligenciado por muitos é a capacidade deste de falar. Agente pensa que profeta é o que vê o que ninguém vê, isso pode ser verdade, mas não é toda a verdade, uma vez que alguns fatos são patentes aos olhos das pessoas, pelo menos aos olhos de quem quer ver e não optou por ser cego.

Outro atributo do profeta que por todos é conhecido diz respeito ao fato de ouvir a Deus, no meio cristão como um todo, há um consenso em aceitar que Deus não esta limitado a alguma elite religiosa que foi escolhida para manifestar a sua vontade e a sua opinião, assim sendo a opinião de Deus parece ser de “domínio publico” haja visto a quantidade de igrejas que existem e que todos os dias são abertas, isso só é possível por que a fala de Deus não esta restrita a um segmento ou uma categoria de pessoas. Logo o profeta é alguém que ouve Deus, mas não é o único.

Mas então o que faz do profeta alguém significativo? Se não é o que ele vê e não é o que ele ouve, então o que é? É o que o profeta fala é que conta, pois todos vêem, menos os cegos de opção, todos ouvem, menos os que surdos de opção, mas apenas o profeta fala, isso porque falar não é opção, é mandamento. Você não tem direito de escolher ficar calada, tem que falar.

Mas do ponto de vista da comunicação humana o que vai legitimar a sua fala? Sim por que não basta você falar, você tem que ser entendido. Você tem que usar os códigos utilizados pela comunidade na qual você esta inserida. A forma com se fala impressiona mais do que o que se diz. Nós nos preocupamos mais com o conteúdo do que com o processo de comunicação em si, e isso acaba nos impedindo de ser ouvidos. Nós deveríamos nos preocupar com a forma pela qual falamos o que pensamos, ou que Deus pensa, no caso dos profetas.

E por que estou dizendo isso? Por que como você falou os “tradicionais” da sua igreja tem uma linguagem, se você quiser transmitir algo a eles terá que falar a linguagem e usar os códigos que eles utilizam. É trabalhoso? Pense nos índios, nos esquimós, nas tribos urbanas. Todos esses tem sua linguagem e os missionários tiveram que dominar a linguagem deles. Infelizmente minha amada muitos de nós pensam que por serem usados por Deus terão que falar um outro dialeto, o “profetes”, o dialeto falado pelos crentes profetas, resultado; não são entendidos, e ainda correm o risco de se tornarem motivo de piada.

Logo minha irmã não deixe de falar o que você entende que Deus tenha te revelado, mas não se engane, os outros também verão o que você viu, é que para eles é conveniente não enxergarem. Saiba também que em alguns casos as pessoas assumem alguns rótulos ou posicionamentos como os de serem “tradicionais”, “renovados” ou mesmo “pentecostais”, para se protegerem e justificarem algumas atitudes, (ou falta de atitudes). Não se engane, a cor denominacional não é desculpa para alguém dizer que não sabe o que esta acontecendo na sua igreja. O que motiva as pessoas a não saberem o que acontece é a conveniência. As vezes é conveniente não saber o que esta acontecendo.

Só para finalizar, quando você tiver que advertir alguém seja, prática, objetiva e direta. Fale do que se trata, seja pontual e descritiva, alem de discreta, e nunca, nunca mesmo permita que outra pessoa tenha acesso ao que você esta falando a pessoa em questão. Outro cuidado, procure não reforçar os estereótipos de profetas que as pessoas já internalizaram consigo, isso apenas reforça os preconceitos, e a impede de ser ouvida.

Só para sua informação querida, quando você pensar em altar, pense em algo bem mais elevado, pense na vida das pessoas, pense no coração das pessoas, pense existência da pessoa como um todo, procure não pensar em um lugar, ou em um espaço de exercício da religião. Sabe por que? Porque a relação com Deus é mediada e processada no âmbito do afetivo e do espiritual, não no âmbito do litúrgico, logo quando há mácula e contaminação, essa existe no tocante a alma das pessoas, por essa razão os altares materiais podem estar ornados enquanto os corações estão em completa desordem, a síndrome do sepulcro caiado que Jesus falava.

Sobre ser ouvida, não se preocupe muito com isso. Sempre tem alguém que estará ouvindo você, essas pessoas não se manifestam na hora, elas de maneira cautelosa esperam os fatos ocorrerem, as profecias se cumprirem para então começar a assumir posições, é verdade que existem os “cabeças duras”, mas entregues eles para Deus. Deus trata desses, pense nos pequenos, nos que estão de baixo da sua sombra, e que por você são influenciados, não se preocupe em influenciar pessoas que não são da sua relação direta, pense nos que entram e saem de sua casa, que comem na sua mesa, que tomam ou que lhe dão carona, é com esses que Deus espera que você exerça o seu ministério.

Finalizo dizendo. Tome cuidado com o corporativismo evangélico, seja cristã antes de ser denominacional, seja denominacional se for conveniente para o exercício de seus dons. No mais alegre-se no Senhor.

Que Deus te abençoe e continue lhe dando coragem e sabedoria na transmissão dos fatos que Ele lhe tem permitido ver.

Escreva quando quiser.
Se esse blog tem abençoado a sua vida, então faça-o circular entre seus amigos e irmãos.

26 de ago de 2009

A igreja me usou. E agora, o que eu faço?

Semanas atrás recebi um email de alguém frustrado com seus relacionamentos bem como as atividades na Igreja que faz parte. Essa pessoa desconfiava que tinha sido usada para promoção de algum sistema religioso. A esta pessoa eu respondi da seguinte forma:

Bem irmã na vida agente faz escolhas, essas escolhas podem ser comparadas a apostas, melhor dizendo, elas são apostas. Agente investe o que tem em algo que acredita, agente investe tempo, dinheiro, talentos, atenção, e principalmente aquilo que vale mais do que tudo isso, agente investe o nosso coração. Bem. Como eu falei é uma aposta, cremos que vamos encontrar um retorno nisso tudo. Essa aposta pode ser feita de maneira consciente ou inconsciente, é melhor que seja consciente. E por que? Porque quando essa aposta é consciente somos capazes de mensurar se o que pretendemos colher ou ver acontecer valerá o que estamos colocando na “mesa da vida”. Quando a aposta é consciente agente repensa antes se os riscos de perder parte ou tudo do que esta sendo apostado valem a pena. Se o risco é baixo agente investe com certa segurança, se é alto, agente repensa se e poderá não fazê-lo ou pedir uma contrapartida maior. Por isso tem que ser consciente para que agente tenha a oportunidade de não participar, e se entrar e perder agente não sente tanto, uma vez que as perdas eram previstas, no mínimo agente não se sente vitima.

Bem isso vale para tudo, vale para vida afetiva e emocional, para vida profissional e para vida ministerial. Ai você pergunta: e a vida espiritual? Bem, essa agente não arrisca, afinal a nossa alma vale muito para ser apostada, ela deve ser confiada não mão de Deus, o lugar mais seguro do universo, contudo essa vida espiritual pode, e é diretamente influenciada pelas apostas que fizemos acima.

Mas vamos falar de igreja, que é o caso no momento, agente aposta, espera colher algo, por isso acorda cedo, gasta pouco e dorme tarde. Porque fazemos isso? Por que queremos colher ou ver a colheita. O problema irmã é que não conseguimos mensurar se vale a pena o que fazemos ou que vamos fazer, uma vez que sempre somos obrigados a ouvir aquela velha expressão piegas “é para Deus que fazemos”. Bem será isso verdade?

Olha essa expressão é muito bonita e parece piedosa, contudo ela não é inteiramente verdadeira. A verdade é que tudo o que fazemos é para a Gloria de Deus, mas não necessariamente para Deus, existe uma ligeira diferença em fazer algo para a Glória de Deus e fazer algo para Deus. O que é feito para Deus é entregue diretamente nas mãos dEle, o que é feito para a Glória de Deus passa pelas mãos de outros, alcança a outros, abençoa a outros, serve a outros, e promove a outros, em fim mira-se no irmão e ao acertar-se alegra-se o coração do Pai. Não podemos esquecer que fazer em nosso próprio favor também pode servir para Glória de Deus.

Ai você me pergunta; Quando é que entregamos algo na mão de Deus? Quando entregamos o nosso coração, quando entregamos nossa vida, quando entregamos nossa vontade, quando escolhemos o caminho estreito da santificação resolvemos não pecar, por exemplo.

Mas por que esse texto tão longo? É para dizer que talvez cada um de nós, e você no momento, tenham que fazer uma auditoria no coração e nas motivações. Isso vai ajudá-la a compreender o que está acontecendo com você e com o seu coração. Não promove cura instantânea, mas ajuda a mente a decifrar alguns sentimentos e pensar em que passos tomar no futuro.

Assim sendo fica mais fácil de aceitarmos algo que parece estranho aos nossos ouvidos, e esse algo é o seguinte:
Nos casamos, cantamos, amamos, nos dispomos, com o propósito não apenas de agradar a Deus, mas também a nós e aos que estão ao nosso lado. Quando no final desse processo nós somos esquecidos então acontece a tragédia, nos sentimos fraudados.

Mas como afinal de contas nós fizemos para Deus, não podemos nem mesmo reclamar, se reclamarmos então passamos a ficar em estado pior ainda, uma vez que passamos a ter dois problemas: 1) a frustração por não ter sido recompensados pela nossa dedicação, (o que é plenamente justo) 2) e o sentimento de culpa pela reclamação ou pela insatisfação, afinal nós “fizemos para Deus”.

Bem irmã isso tudo me parece uma armadilha que tem aprisionado as nossas vidas. O fato é o seguinte. Nós quando fazemos o que fazemos, inclusive na Igreja fazemos para abençoar os irmãos, para promover os fracos e humilhados, para abater os exaltados, promover quebrantamento nos orgulhosos, consolo junto aos cansados e desanimados e também, pasmem!! Para nos sentirmos aceitos e honrados por termos sido instrumento junto a nossa comunidade, logo necessitamos palavras ou atitude que afirmem a nossa valia e pertenciamento. Tudo isso quando alcançado promove a Glória de Deus.

E quando isso relatado acima não acontece? Nós nos sentimos mal e contrariados, e não adianta dizer que fizemos para Deus, não adianta dizer que era para Ele, isso não nós conforta tanto quanto as pessoas pensam. Só maquia uma ferida que ira nos acompanhar muito tempo alem de não promover o nosso bem estar.

Bem mas o que isso tem a ver com aposta? O que isso tem a ver com a sua vida? Minha cara! Eu escrevi tudo isso para dizer que você fez uma aposta, colocou na “mesa da vida” seu tempo, seu dinheiro, sua família, seu coração. Provavelmente fez isso de maneira inconsciente uma vez que colocou muita coisa e não considerou o risco que corria em não colher o que aspirava, a bênção integral do corpo, e o seu reconhecimento como pessoa e como ministro de Deus que é. Por isso você sente-se frustrada, é normal você é uma investidora que ganhou muito pouco na “bolsa dos relacionamentos”. (ganhou pouco para não dizer que perdeu). E é assim que deve se sentir e que deve se assumir. Você não tem razão e nem direito de se sentir e apresentar-se como vitima ou como uma pessoa que foi usada, isso só ira intensificar o seu desejo de isolamento e sua síndrome de Elias na caverna. Aconselho. Não se veja dessa forma, você não foi usada, você foi mal-informada. Você se informou mal, você apostou errado, não considerou os riscos, não colheu o que esperava, esta curtindo sua frustração, o que é direito seu, contudo não se veja como uma vitima, uma pessoa indefesa.

E por que eu falo isso? Por que vitimas e presas se escondem. Elas procuram casulos, cavernas, buracos, sombras e nesses lugares se escondem com o objetivo de se preservar. Acreditam que não dispõem de qualquer forma de auto-defesa. O que fazem? Ficam em casa, e deixam de relacionar-se ou de fazer o que antes faziam, na realidade estão na caverna esperando...
Bem! Esperando o que mesmo?

A morte.

Irmã você não é vitima, é alguém maior de idade, e perfeitamente capaz de fazer o que sempre fez até hoje, não perdeu nada que não possa recuperar, pelo contrario aprendeu com tudo isso o real significado das palavras de Cristo que dizem :

... o vosso falar seja sim, sim, não, não...

Você aprendeu a pensar em algo que os crentes tem dificuldades em conjecturar quando estão exercendo ministério. “A quem interessa essa tarefa ou esse empreendimento que estarei participando? Alem de Deus quem estará sendo beneficiado?”

E mais importante. Você poderá não somente pensar, mas verbalizar isso as pessoas, claro se acreditar nisso, e abandonar aquele pensamento piegas que diz “é para o SENHOR que fizemos”

Em suma você aprendeu que pode dizer:
“Não”

E o que vai legitimar o seu não?
Serão as suas motivações. Se elas forem legitimas, então o seu “não” será legitimo, se as suas motivações não forem legitimas o seu “não” não será legitimo.

E por que perguntar isso? Por que muitos de alma simples e espírito humilde te procurarão. E não é justo que esses pequeninos e inocentes discípulos de Jesus sejam punidos e privados da sua companhia e dons por causa da sua frustração, da sua aposta perdida. Isso por falta da auto-critica que deve sempre acompanhar a critica que fazemos aos outros.
Afinal auto-critica sem critica aos outros é embrião de culpa, e critica aos outros sem auto-critica é gerador de intolerância.

Bem querida fale com Deus, e peça a mão dele para sair da caverna, faça isso rápido, antes que a caverna vire um labirinto, pois se isso acontecer o processo se torna mais complicado e adoecido passível de ajuda profissional.

A carta tá longa. Tenho que acabar, teria muito a dizer, mas finalizo aqui, na espera que você não se prive de relacionamentos sustentados a luz dos Espírito Santo e pautados pelos Evangelhos.

Abração a você e a seu marido, a quem eu tenho certeza, é um instrumento de Deus na sua vida.

A Sandra minha esposa assina essa carta comigo.

Que o amor de Cristo, o único que ama sem interesse, seja contigo!!!!



PS: se você tem interesse em um aconselhamento, envie um email para saraiva1990dc@yahoo.com.br você será atendido, talvez o seu caso apareça nesse espaço, contudo seu nome, email, igreja ou lugar onde está não serão expostos nesse blog. É possível que o seu problema seja semelhante ao de muitos que estão por ai.

O "evangelho" que não é Evangelho.

Cedo, porém, se esqueceram das suas obras e não lhe aguardaram os desígnios; entregaram-se à cobiça, no deserto; e tentaram a Deus na solidão. Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma - Salmos 106.13-15.

Nos encontramos em atitude semelhante quando em algum momento, ignorando a graça, a providência e misericórdias do Senhor o Cristo em nosso dia-a-dia, queixamo-nos daquilo que ainda não possuímos, invertendo a ordem "sobre-natural" da criação: desejando que o Criador sirva a criatura, e não o inverso.
Em meio aos desejos e cobiças humanas, perdemos a nós mesmos, mas acreditamos ter encontrado "tudo". A alma se definha em troca do ouro e da prata.
Desejamos mais os bens proporcionados pelo exercício da fé do que propriamente o Doador de tais coisas, e murmuramos como crianças mimadas.
Vejo muita gente por aí gozando de "benefícios" requeridos por fé, exercendo dons e ministérios. Gente que tem muito de "cristianismo" e quase nada de Cristo.
O quanto você tem sido guiado pela Bíblia?
Nem tudo que reluz é ouro, já dizia o poeta...
Que tipo de Evangelho você está vivendo?
O que te motiva a servir Cristo?
E, considere, acima de tudo a questão: Que tipo de igreja você quer?

Abraço manos e minas
E lembrem-se: os lobos estão soltos, mas eu tô na captura!
Pr Airton Quinelo Junior
PS: Como voces puderam ver essa postagem não é minha é de um grande amigo. Entendo que mais e mais pessoas devam ter acesso ao que foi dito acima.

30 de jul de 2009

A Igreja na humanidade

Não adianta negar! Se olharmos qualquer espécie de seres vivos, veremos que alguns agrupamentos sempre são capazes de se portar melhor, e assim se destacarem dos demais. Sempre é o possível verificar que alguns espécimes parecem obter o melhor do meio em que vivem e que por fim acabam chamando a atenção daqueles que pesquisam. Sempre se suspeitou que na raça humana algumas culturas foram bem mais capazes de se proliferar e de viver melhor em comunidade, isso responderia do porque de algumas civilizações ainda existirem e outras já terem sido extintas. Bem! Uma vez que essa espécie inteligente chamada de homo-sapiens é a única que tenha podido desenvolver arte, refletir sobre princípios e sobretudo desenvolver algum tipo de ética e de respeito mutuo, uma vez que apenas homens e mulheres são capazes disso, e que pode-se aferir que a manutenção de um agrupamento como esses só poderá vir a permanecer de forma estável se viverem valores que os preservem de qualquer auto-destruiçao.

Há muito tempo atras quando na Galileia um jovem se propôs a re-fundar a fé no seu Deus, a quem ele chamava de Pai, nesse momento ele também re-fundaria o conceito de comunidade. Uma vez que os valores desse jovem eram por demais elevados ficou muito claro nos discursos dele que os valores dos que iriam segui-lo também seriam elevados. A essa condição de compromisso com princípios relevantes tanto para o Deus único levaram ao seu representante a denominar essa comunidade como sendo sal do mundo, e luz do mundo.


Bem esse jovem todos já sabem de quem se trata. É Jesus. Já a comunidade que deveria ser aquela que viveria sendo o modelo para a espécie humana, a proposta de convivência, essa comunidade que por ele fora denominada de sal da terra e luz do mundo passou algumas décadas depois a ser conhecida como Igreja. Igreja é isso, é a expressão última do que se espera da raça humana. Quando se pensar em convívio harmônico e em relações saudáveis, quando se pensa em sociedade em que haja um amplo acolhimento dos seus. Quando se pensa nisso, e quando se procura isso na sociedade humana, se deve pensar e procurar a igreja. Ser sal da terra e luz do mundo é ser isso, é ser o agrupamento que apesar de toda a caoticidade é capaz de manter a espécie crescendo tanto numérica como em qualidade de vida. Isso é Igreja.

29 de jun de 2009

Oração. O que é isso

A oração é uma estrada de duas mãos, em uma das vias transitam louvor adoração e suplica, por outra transita em sentido contrario, consolo, resposta e orientação. Durante a oração o cristão esta em uma atmosfera de comunhão com Deus. Essa atmosfera de comunhão é a garantia que a vida cristã não é um ritual religioso. A oração é fundamental para um cristão, é como comida, e como água, é como remédio. É desnecessário dizer um lider de grupo pequeno ou de ministério qualquer que seja deve ser uma pessoa que ora. Lideres bem sucedidos de pequenos grupos são lideres que oram.
Mas pelo que orar? O lider de um grupo pequeno deve orar pelo discípulo, deve orar pelo seu grupo pequeno ou seu ministério para que cumpra o seu propósito que consiste me cuidado dos fracos e preparo dos maduros. Deve orar por ele para que Deus o capacite, deve orar pela reunião para que o Espírito Santo esteja com eles. Deve orar pelo anfitrião. Mas como orar? Bem não existe uma “receita de bolo” contudo Dave Early em seu livro 8 hábitos do lider eficaz de pequenos grupos nos ensino sobre um plano de oração chamado A.C.A.S. Nesse plano a oração é formulada de tal forma que ocorra Adoração como indica o primeiro A. Confissão como indica o C. Agradecimento como indica o segundo A. Súplica como indica o S. Pois iniciamos as virtudes de Deus, confessamos nossos pecados, agradecemos por tudo o que Ele tem feito. E somente depois de tudo isso é que suplicamos, suplicamos por nós, pela nossa família, pelos que conosco tem andado. Se sabemos disso o que vamos fazer então? Orar.

27 de abr de 2009

Um exemplo as jovens mães

Os números podem nos informar alguns fatos muito interessantes a respeito dos costumes de um povo. Por exemplo, o Brasil nos primeiros 4 anos do século XX viu os índices de gravidez de mulheres muito jovens alcançar a casa dos 20%, ou seja a cada 5 brasileiros nascidos 1 tem mãe com menos de 20 anos, e muitas tem entre 10 e 15 anos de idade. Uma gravidez nessas circunstancias tem varias implicação como geralmente não é programada pode gerar conflitos familiares irreversíveis alem de sentimento de culpa ou mesmo rejeição ao novo membro da família. Muitas dessas jovens mães com medo da repressão familiar tem a tendência de esconder a gestação e assim não buscar o atendimento medico ideal o que pode tornar essa gravidez de alto risco.
Outro elemento importante é o aceleramento do processo de maturação emocional dessa jovem, essa terá que definitivamente migrar de uma fase na vida marcada pela descoberta, adaptação e preparação para vida profissional ou universitária para a vida de responsável por um lar ou por um filho. Contudo ser mãe jovem não é algo novo, uma vez que a expectativa de vida do ser humano antes do século XX era relativamente baixa. Se considerarmos esse fato, então a maternidade precoce passaria a ser uma necessidade tendo em vista a manutenção da família, tribo e nação. Ao considerarmos isso somos levados a aceitar com certa naturalidade a possibilidade de Jesus ter sido filho de uma mãe muito jovem. Isso mesmo! Maria deveria estar na mesma faixa etária das jovens mães brasileiras do inicio do século XX. Contudo as exigências sociais e os complexos consumistas que preocupam jovens mães não eram enfrentadas pela jovem Maria. Ainda assim essa mãe enfrentou uma gravidez de “alto-risco”, não por razoes de saúde, mas por razoes de costumes, de religião e de política, tendo em vista que na sua barriga estava o Rei dos Judeus, e o trono em Jerusalém já estava ocupado por um sujeito sanguinário chamado Herodes. Quanto ao aceleramento do processo de maturação, bem esse foi efetuado de maneira mística e sobrenatural, com intervenção de alguns seres pouco vistos no dia-a-dia das pessoas, os anjos.
A grande diferença da gravidez das jovens para a de Maria consistia no fato de que se as primeiras não planejaram com antecedência a segunda tinha a sua gravidez planejada desde a fundação do mundo, e já anunciada a séculos pelos profetas judeus. Sim mas dessemelhanças não param ai, boa parte dos pais das jovens mães costumam desaparecer nessa hora, ou quando estão por perto não podem fazer muito pelos seus bebes, a final via de regra companheiro de mãe adolescente é um adolescente. Esse drama não foi enfrentado por Maria, ela nunca esteve sozinha, isso por que o Pai de Jesus sempre o assumiu, para quem não sabe ele éra Deus que sempre esteve com Cristo, e no dia do batismo ele pronunciou-se de tal forma que por séculos todos saberiam que Jesus era o filho amado em que o Seu Pai se comprazia. Mas o apoio a Maria não pararia ai, alem de alguém para assumir seu filho ela tinha um marido ao seu lado, alguém que não a deixou, José um homem justo, um bom pai adotivo para Jesus. Enfim Maria é o exemplo de jovem que constitui o seu lar sobre a orientação da vontade de Deus custe o que custar, o resultado visto por Maria foi esse, um lar saudável e amado. Se as nossas jovens conhecessem Maria!! Melhor, se elas conhecessem o filho de Maria, quanta desilusão não seria evitada!!!

fontes:
www.hsc.org.br

28 de jan de 2009

Voz no deserto

Você já teve a impressão que ninguém esta ouvindo o que você esta falando? Você já teve a impressão que os seu interlocutor não esta nem ai para você enquanto você fala? Você já sentiu-se ameaçado apenas por dar uma opinião? Bem! Havia uma homem chamado João o Batista que viveu um bom tempo sobre essa atmosfera. É sobre ele que o evangelista Lucas nos fala no no capitulo 3. O nosso narrador bíblico começa o relato dizendo que quando já faziam 15 anos em que Tibério César governava o Império Romano e quando Pilatos governava a Judéia e Herodes governava a Galiléia e Filipe governava o restante da Palestina, sendo que Anãs e Caifas eram sumo sacerdotes a palavra de Deus veio a João. João era filho de Zacarias e recebeu a palavra no deserto. Ele percorreu as redondezas do rio Jordão, e pregava o batismo de arrependimento para o perdão de pecados. Ele cumpria o que Isaias dizia:

- Voz que clama no deserto, prepare por onde andará o SENHOR. Haverá uma terraplanagem de planícies e depressões, inclusive as vidas serão corrigidas.
Ele falava a uma grande multidão sobre o batismo de arrependimento:
- Raça de víboras, quem esta convencendo vocês de que não serão julgados?

Gere indícios de que houve arrependimento nas vidas de vocês, pois não basta afirmar que você é descendente de Abraão, por que qualquer um ou qualquer coisa pode ser feita por Deus como filho. Eu João digo a vocês que já existe uma machado pronto na raiz das arvores, uma vez que se não produzir bom fruto será cortada e queimada.

Tanto Roma como a Palestina estavam devidamente ocupadas e tuteladas, da mesma forma a religião oficial estava loteada. E não somente estavam essas posições ocupadas como também estavam sendo alvo de disputas, de invejas e lutas internas. É nesse momento que João o filho de um sacerdote recebeu a incumbência de Deus de propor uma nova postura em relação a vida desse povo. É por isso que esse chamado ocorreu e foi executado no deserto próximo ao rio Jordão, longe de Jerusalém e de suas práticas. Ali as pessoas se comprometiam publicamente com Deus e com o público. Comprometiam-se em mudar para sempre suas vidas, transformando-as de forma coerente com a doutrina que eles viviam. O rito de João exigia um engajamento de cada pessoa que haveria de voltar para Jerusalém agora com outra postura. João é o exemplo de profeta ou de portador da mensagem do evangelho. O exemplo dele nos adverte que:
A mensagem de Deus não está sobre o controle humano e por isso ela pode libertar do pecado, dos costumes, das tradições dos maus-hábitos e de qualquer outro tipo de opressão.

Alguns contextos como o que era encontrado em Jerusalém de João Batista são propícios para o pecado, são meios nos quais existem espaço apenas para disputas e para vaidades. Nesses meios não há intervalo para uma exposição integral do evangelho. Nesses ambientes as propostas de representação de Deus costumam ser ilegítimas como era o caso da luta de Anãs e Caifas pelo sumo - sacerdócio, uma vez que o natural é que existisse apenas um sumo - sacerdote. Assim sendo os portadores da mensagem de Deus devem estar prontos para a reclusão, prontos para exercer o chamado sem associação com contextos corruptos no qual alguns vivem, o texto de Lucas que apresenta João Batista nos mostra bem algumas características da mensagem que Deus confia a profetas no deserto são:

  • A mensagem é exposta que é exposta no deserto, está fora do domínio dos opressores.
  • A mensagem é confiada a profetas e sacerdotes legítimos, como o caso de João que era filho de Zacarias um sacerdote.
  • A mensagem tem efeito restaurador e antecipa-se ao Messias.
  • A mensagem define e conceitua os ouvintes, pregadores concorrentes, e religiosos hereditários.
  • A mensagem desafia a mudança e a coerência.

Não permita que o meio em que você vive bem como o contexto no qual você foi criado contamine e influenciem o seu comportamento e a mensagem do evangelho. Saiba que a mensagem do reino esta confiada a pessoas comprometidas com Deus, se você quer ser um portador dessa mensagem deve comprometer-se com Ele antes de mais nada. Essa mensagem aponta para Cristo e provoca uma mudança de atitude daqueles que querem receber ao Messias. Essa mensagem coloca cada um no seu devido lugar, tanto os ouvintes que vêem a sua pecaminosidade, quanto os falsos mestres que se garantem na religião. Ao ouvir a mensagem do Evangelho, a mesma mensagem exposta por Elias você vai estar em um dilema: Como continuará a viver sem os padrões de conduta evidenciadas pelo profeta do deserto?

19 de jan de 2009

O teto da Igreja caiu

Titanic, Bophal, Chernobil, a queda dos Boeing da Gol e da TAM no Brasil o teto da Renascer. O que todas essas coisas tem em comum com a implosão de uma familia aparentemente feliz? Muito tem a ver. Todos são tragédias, (desintegração familiar é uma tragédia, basta perguntar para quem já passou por isso). Vejamos: O Titânic não encontrou um iceberg por acaso, ele certamente tinha um sistema de segurança, ainda que primitivo, mas existia. Quando o grande bloco de gelo aproximou-se deveria ter sido visto, quando a água começou a entrar era possível com tempo razoável averiguar as avarias. O reator nuclear de Chernobil marcaria para sempre a Europa com a sua explosão e com o posterior vazamento radioativo, tudo por conta de uma serie de sucessivos erros, imperícias, imprudências que levariam aquela usina a se tornar uma grande bomba nuclear no coração da antiga União Soviética. Parecido já havia ocorrido com um vazamento de 40 toneladas de pesticidas de uma fábrica americana em Bophal na Índia em 1984. Mais uma vez, motivado pelo corte de despesas, a empresa Union Carbide não impediu ou preveniu um dos maiores desastres industriais e ambientais do mundo. Nos últimos anos o Brasil recebeu pela teve verdadeiras aulas de aviação ao descobrir que aviões possuem “transponders”, que avisam sobre choques aéreos, e que pistas de pouso seguras devem possuir “grooving”, ranhuras que ajudam na aderência do trem de pouso. Tudo isso com o intuito de preservar a vida de passageiros e tripulação de aviões comerciais. Infelizmente nada disso estava sendo utilizado no momento que os Boeings ta Gol e da TAM mais precisavam.

Em fim cascos de navios não rompem, aviões não caem e tetos não desabem por acaso. As estruturas são como as pessoas, possuem limites, tem vida útil. Como elas também dão indicio de fadiga, e necessitam ser protegidas de abusos no uso e de seus “abusadores”. Sempre há um ruído que denuncia uma avaria grave, sempre há um odor que prenuncia uma desgraça, sempre há uma trinca em uma parede, coluna, que clama por um cuidado dos que dela dependem. Certamente isso aconteceu no teto da Igreja Renascer em Cristo no dia 18 de Janeiro de 2009. Apesar de ninguém ter visto, alguma ligeira e sutil deformidade nas estruturas já anunciavam o comprometimento do prédio. É interessante como as maquinas e os prédios, são parecidos com as relações inter-pessoais. Como as estruturas também os relacionamentos sofrem cansaço e devem ser protegidos do mau-uso, devem de tempos em tempos serem periciados com o intuito de atestar sua integridade. Tanto casamentos como relações de filiação ou mesmo de amizade necessitam desse tipo de averiguação. É importante inventariar os mecanismos de comunicação entre as pessoas e investir em medidas que proteja-las de atritos que ocorrem invariavelmente quando duas pessoas decidem andar juntas.

Ou seja sempre há um barulho estranho, uma rachadura, um ponta de ferrugem ou mesmo um forte cheiro que são capazes de avisar as pessoas envolvidas em um relacionamento que em breve sem aviso prévio a “casa ira cair”. Mas como no caso de navios, aviões, e prédios sempre pode haver um traço de triunfalismo, uma imperícia, um deslunbramento ou mesmo uma imprudência que determine uma inadiável tragédia. Todos esses indícios de tragédias são muitos sutis, são tão sutis que podem enganar até mesmo o melhor perito, o melhor guarda, e o mais experiente fiscal, isso porque “...Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam...” Ninguém melhor do que Deus para apontar a falha dos projetos, o erro das execuções e as verdadeiras motivações dos empreendimentos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...